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O uso do celular no ambiente corporativo


        O uso de smartphones e seus aplicativos de mensagens assim como as demais redes sociais, agilizam a comunicação entre pessoas em qualquer lugar e hora, entretanto, quando se trata do uso de aplicativos no ambiente de trabalho, é preciso cuidado e bom senso. 

     O Brasil já conta com uma média de 1,3 celulares por habitante, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel. Nesse contexto, especialmente os jovens fazem uso constante dos smartphones: aparelhos que oferecem recursos de computador e acesso à internet.[1]

       A redução da produtividade no ambiente de trabalho não é o único argumento para estabelecer a proibição do uso do celular. A perda de atenção potencializa os riscos de acidentes graves com danos à saúde do agente, ao patrimônio e ao meio ambiente.

      É possível proibir que os colaboradores de uma instituição utilizem smartphones ou mesmo aparelhos celulares mais simples durante a jornada diária de trabalho, devendo a regra ser regulamentada pela empresa em um Regimento Interno de Conduta, documento este responsável por definir a maneira de agir dos empregados no ambiente de trabalho.

      Em maio do ano passado, entrou em vigor uma Convenção Coletiva de Trabalho firmada por sindicatos dos trabalhadores e das empresas da construção civil do Distrito Federal, que traz uma regra polêmica e inovadora: o trabalhador da construção civil está expressamente proibido de utilizar o telefone celular, smartphone, tablet e dispositivos similares durante o horário de trabalho realizado em obra, sob pena de advertências e até dispensa por justa causa. O texto da Convenção Coletiva deixa claro que essa regra de proibição do celular no ambiente de trabalho se aplica por uma questão de saúde e segurança do trabalhador, considerando a atividade exercida pela categoria. Essas regras só se aplicam no Distrito Federal, em razão da abrangência daquele instrumento normativo.[2]

Confira algumas dicas de uso consciente do celular aos trabalhadores:

* Conter a ansiedade e procurar responder chamadas e mensagens pessoais no fim do expediente. O uso excessivo do telefone afeta a imagem profissional;

* Deixar o celular no modo silencioso ou de vibração. Toques muito altos e chamativos podem atrapalhar os colegas;

* Desligar o celular durante reuniões;

* Não fotografar e nem filmar colegas, documentos ou instalações da empresa;

* Caso esteja lidando com um problema pessoal, comunicar o superior sobre a necessidade de atender o celular ao longo do expediente;

* Ao atender uma chamada pessoal estritamente necessária, evitar falar alto expondo detalhes da vida privada, retornando ao trabalho sem mais delongas.

      O uso do smartphone ou celular é um tema que a cada dia ganha maior relevância, tendo em vista que o aumento do acesso à tecnologia cresce de maneira exponencial, alcançando todas as classes sociais e tornando as pessoas reféns da tecnologia. Contudo, essa questão merece uma reflexão de todos os empregadores e colaboradores, buscando uma solução razoável para o bom convívio e sincronia entre trabalho e tecnologia.

Marcos Caberlon - ADM advogados

Coautor Paulo Cunha Junior – Coordenador de TI



[1] http://www.fiepr.org.br/boletimsindical/sindemcap/News18801content253371.shtml

[2] http://thiagojacomo1.jusbrasil.com.br/artigos/150704449/proibicao-do-celular-durante-o-trabalho