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O valor da comunicação na relação mãe e filho para a vida adulta

A partir do 3º mês de gestação, o aparelho auditivo do feto já está apto a perceber sons. Já as respostas aos sons da fala ocorrem aproximadamente, por volta do quinto mês de gravidez.

Conversar com o bebê durante a gestação, fazer toques de carinho na barriga, além de fazer relaxar e se sentir em paz, também são formas de passar mensagens ao bebê. Ouvir uma música que deixe a mãe emocionalmente bem transmite boas sensações, do mesmo jeito que a irritação e o estresse também podem ser sentidos por ele.

Após o nascimento é que se efetiva e amadurece a comunicação entre mãe e filho. A presença do pai, irmãos e avós são fundamentais, mas a mãe desempenha um papel fundamental no que se refere à comunicação e formação do vinculo com o seu bebê. A mãe, quase que por instinto, passa a interpretar as necessidades fisiológicas do filho. Consegue interpretar se o motivo do choro é a fralda suja, sono, fome, frio, calor ou simplesmente o desejo de ganhar um colinho que só a mamãe sabe dar.

Segundo Bibianna Teodori, autora do livro “Coaching para pais e mães” estamos nos comunicando sempre. De acordo com ela o conteúdo verbal representa apenas 7% da comunicação. Então, para sermos eficazes nestes 7%, é necessário nos concentramos e melhorar o uso do tom, volume, ritmo e da intensidade da voz. Ressalta ainda que as pausas e os silêncios correspondem por 38%. No entanto, cerca de 55% é a comunicação não verbal, ou seja, postura, expressão facial e gestos.

Sendo assim, uma comunicação eficaz envolve escutar e falar. Uma escuta curiosa e interessada é mais eficaz. Um ambiente onde possam ser partilhadas ideias e emoções de forma segura, livre e respeitadora, constitui um primeiro passo para que a comunicação seja prazerosa. É importante que todos os elementos se sintam à vontade para partilhar dúvidas, levantar questões, expressar ideias e sentimentos, revelar preocupações e anunciar conquistas.

Procure fazer uma breve analise sobre como está a comunicação com seu filho:

Você faz ao menos uma refeição diária com seu filho?

Você costuma brincar com seu filho?

Quantas vezes na semana você riu com ele?

Quantas vezes na semana você auxiliou seu filho nas tarefas escolares?

Quantas vezes na semana você abraçou seu filho e disse que o amava?

Você o convidou para realizar uma atividade conjunta?

Você está comprometido com seu Filho?

Então, independente das suas respostas, nunca é tarde para cuidar do seu filho... mãos à obra: jogar bola, ler um livro de historia, assistir um filme, fazer algo na cozinha, arrumar a mesa, dar banho no cachorro, caminhar, jogar cartas, mexer na terra, plantar uma flor, falar sobre a própria infância.

Comprometa-se com seu filho! Tenha certeza de que esse será o seu melhor investimento!

Fonoaudióloga Magela Rosa Paz