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Segurança do Paciente: Você faz a sua parte?

            A Segurança do Paciente é uma estratégia que visa reduzir ao mínimo aceitável o risco de dano relacionado à atenção à saúde e tem sido um tema discutido mundialmente nos últimos tempos, tornando-se elemento essencial para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde.

Tal a relevância, que para contribuir com a segurança do paciente, em 2004, a OMS (Organização Mundial de Saúde), lançou a Aliança Mundial para Segurança do Paciente, que visa auxiliar indivíduos e organizações na melhoria de sua compreensão e conhecimento sobre o tema.

            No Brasil, a Segurança do Paciente já faz parte da agenda política do Ministério da Saúde junto à Organização Mundial da Saúde, com o seu ápice em 2013, onde adotada as seis metas internacionais de segurança do paciente, são elas:

1.    Identificar corretamente o paciente;

2.    Melhorar a comunicação entre profissionais de saúde;

3.    Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos;

4.    Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e pacientes corretos;

5.    Higienizar as mãos para evitar infecções;

6.    Reduzir o risco de quedas e úlceras por pressão.

A organização Mundial de Saúde aponta ainda que a segurança do paciente é um princípio fundamental dos cuidados de saúde, pois cada etapa do processo de prestação de cuidados possui certo grau de insegurança inerente. A partir disso, surgem diversos questionamentos sobre medidas que devem ser tomadas a fim de reduzir ao máximo, possíveis riscos enfrentados por quem precisa de cuidados médicos e hospitalares.

Destacados as relevantes informações acerca da segurança do paciente, cabe à nós, profissionais da saúde, pacientes e familiares fazermos nossa parte, adotando por exemplo algumas medidas básicas em prol à segurança do paciente, são elas:

·         Verificação da pulseira de identificação antes de prestar qualquer cuidado;

·         Manter acompanhante 24 horas para pacientes internados;

·         Manter cama travada e com grades elevadas;

·         Orientar o paciente para que não se levante bruscamente devido ao risco de hipotensão postural ou tontura;

·         Manter ao alcance do paciente seus pertences mais utilizados;

·         Não deixar o paciente sozinho no banheiro ou durante o banho;

·         Manter ambiente e caminho livre para deambulação.

    O profissional de saúde deve priorizar a segurança do paciente e o familiar também deve ser envolvido, sendo o coparticipante no cuidado ao paciente, bem como contribuir para assistência segura.

   Contudo o envolvimento dos pacientes e familiares como parceiros críticos e ativos no processo de cuidar trazem contribuições importantes à segurança e à prevenção de eventos adversos.

 

Matéria escrita por Daiana Quequi Pinheiro.

 

Referencial:

ANVISA - https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/

COREN/RS-https://portalcoren-rs.gov.br/index.php?categoria=servicos&pagina=noticias-ler&id=3206

IBSP Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente - https://www.segurancadopaciente.com.br/